Voltar às notícias / Técnico

Porque é que a traseira do GT3 R sai numa só peça

Caixa de velocidades, mangas de eixo, amortecedores e apoios da asa formam um único conjunto, fixado por seis parafusos e dois conectores. Inês Meireles explica o que essa solução custa em peso, o que devolve depois de um toque e porque é que o carro de estrada não a tem.

Publicado 14 de maio de 2026

Traseira do GT3 R, difusor e apoios da asa

Um carro GT3 leva pancada por trás. Isso não é um risco, é uma certeza ao longo de uma época, e determina como a traseira deve ser desenhada.

A solução

O quadro traseiro suporta a caixa de velocidades, as duas mangas de eixo, os amortecedores e os apoios da asa. Liga-se ao monocoque em seis pontos e ao sistema eléctrico em dois conectores. Nada mais atravessa a junta.

Uma traseira completa sai do carro em menos de vinte minutos com duas pessoas, e um conjunto sobressalente entra no mesmo tempo. A equipa não diagnostica às três da manhã. Troca e depois diagnostica o conjunto removido à luz do dia.

O que custa

Onze quilogramas, face a um quadro optimizado apenas para rigidez. As juntas têm de transmitir carga através de seis parafusos em vez de uma colagem distribuída, pelo que cada um é maior do que seria de outra forma.

Onze quilos são dois décimos por volta. Uma troca de traseira que demora uma hora em vez de vinte minutos é uma corrida.

Porque é que o carro de estrada não a tem

O carro de estrada nunca é reconstruído numa pit lane. Transmite a carga através de uma estrutura colada, mais leve e mais rígida, e não foi concebido para se desmontar. Partilhar o cárter entre os dois valeu a pena. Partilhar o quadro não.